O sensoriamento por Wi-Fi saiu do laboratório e chegou ao produto. Este site acompanha essa transição do ponto de vista de quem opera a rede de acesso.

Em agosto de 2026, a Comcast começou a ativar a detecção de movimento por Wi-Fi em dezenas de milhões de gateways nos Estados Unidos. Não instalou nenhum sensor novo: bastou uma atualização de software sobre equipamentos que já estavam nas casas dos clientes.

Um ano antes, em setembro de 2025, o IEEE publicou o 802.11bf, a emenda que coloca o sensoriamento dentro do padrão Wi-Fi. Os dois fatos juntos marcam uma virada. Wi-Fi Sensing deixou de ser tema de artigo acadêmico e virou decisão de produto.

Por que isso interessa ao provedor brasileiro

O equipamento onde o sensoriamento roda é a ONT ou o roteador que o provedor instala, gerencia e atualiza. No Brasil, a maior parte desses equipamentos pertence a provedores regionais. Se o serviço vier, ele virá pelas mãos de quem já está dentro da casa do cliente, ou de quem souber chegar até lá primeiro.

Ao mesmo tempo, a informação disponível é escassa em português, fragmentada e, muitas vezes, escrita por quem vende a solução. Faltam respostas diretas a perguntas práticas: o meu parque instalado permite isso? O que já funciona e o que ainda é promessa? Como fica a LGPD?

O que você vai encontrar aqui

O laboratório

Os testes acontecem na Estância Terracota, em Bebedouro (SP), um espaço de eventos que funciona também como ambiente real de sensoriamento. A infraestrutura combina roteadores com OpenWrt, nós ESP32 dedicados à captura de CSI em 2,4 e 5 GHz e um pipeline de captura passiva. Os primeiros resultados serão publicados aqui, inclusive os que não saírem como esperado.

Próximos passos

No dia 5 de novembro apresento o tema na Plenária Técnica da Abrint Nordeste 2026. O material da apresentação e as perguntas que surgirem lá vão alimentar as próximas atualizações.

Se você opera uma rede e quer acompanhar ou participar, escreva para nós.